Temporada da Gripe começou!!   

Hoje, 10 de abril de 2019, começa oficialmente a campanha 2019 de vacinação contra gripe pelo Ministério da Saúde.

Neste ano, a campanha vacinal indica a imunização para gestantes, idosos, crianças a partir de 6 meses de vida e com até 5 anos de idade, profissionais de saúde, professores, portadores de doenças crônicas e pessoas que vivem confinadas (presidiários e moradores de casas de repouso/orfanatos).

Essa é uma estratégia de política pública para prevenir o risco de epidemia e minimizar os prejuízos que a doença traz.

Todas as vacinas liberadas em território nacional são de virus inativados, portanto, não oferecem nenhum risco de infecção pelo componente vacinal. A vacina que é oferecida nos postos de saúde e nos pontos de vacinação é a trivalente e é assim denominada por conter 2 componentes que protegem da infecção do virus tipo A (H1N1 e H3N2) e 1 componente do tipo B (cepa Victoria). As vacinas oferecidas em rede particular são as quadrivalentes, que além dos componentes da trivalente ainda apresentam 1 componente a mais do tipo B.

De maneira prática, é importante saber que ambas protegem do H1N1 e do H3N2 com segurança. Esses são os subtipos do grupo A que é bastante virulento, ou seja, mais fácil de se propagar e com comportamento mais agressivo de doença. A diferença entre a vacina gratuita e a particular recai no componente tipo B: ambas tem a cepa Victoria, porem a quadrivalente tem a cepa Yamagata, que é outra do tipo B.

O comportamento da doença no Brasil costuma ser semelhante ao que ocorreu na época de inverno nos EUA, e, desta vez , vimos incidência muito semelhante não só entre vírus A e vírus B, e, quando comparamos os tipos B, a distribuição entre Victoria e Yamagata também foi equivalente, portanto, conclui-se que a quadrivalente seja a vacina com cobertura mais completa.

Os estudos comparativos entre as vacinas tri e quadrivalentes foram voltados para segurança e imunogenicidade: ambas são equivalentes em reações adversas e ambas conferem resposta protetora. Não houveram estudos que comparassem a eficácia entre elas ainda.

Os casos de gripe têm se apresentado cada vez mais graves, comprometendo não só a rotina de quem fica gripado como colocando-o em risco de morte pela doença. Assim, é fundamental a vacinação.

O que é importante considerar?

Quem nunca recebeu vacina contra gripe, deve receber 2 doses com intervalo de 1 mês entre elas.

Os eventos adversos que podem ocorrer em até 20% dos vacinados são dor, vermelhidão ou endurecimento local, que desaparecem em até 48h. Reações sistêmicas, como febre, dor muscular e mal estar podem ocorrer em até 2% dos vacinados, e estes sintomas podem iniciar após 6 a 12h da vacina, mas devem cessar também em até 48h.

Atualmente não há impedimento para vacinar quem teve alguma reação alérgica ao ovo previamente.

A proteção vacinal é garantida num período de 6 a 10 meses, e individualmente, varia de 60 a 95% de proteção, a depender do subtipo viral. No entanto, quanto maior a cobertura vacinal, ou seja, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance do vírus circular, o que incrementa indiretamente a proteção vacinal. Assim, fica muito mais interessante recomendar a vacinação para toda população.

E não se esqueça:  após 6 meses de ter tomado a vacina, caso vá se expor a nova temporada de gripe (viajar para países que estão em outono/inverno) é importante receber nova dose vacinal.

Fique a vontade em perguntar!