31 julho, 2019

Sarampo? E agora?

 

Estamos em situação de pandemia de sarampo. Sim! No mundo todo! Até há pouco tempo, ninguém mais tinha visto sarampo por aqui, mas a doença reemergiu e precisamos nos proteger.

O sarampo é uma doença causada por um vírus (um morbilivirus) que tem alta transmissibilidade e alta contagiosidade. Passa de indivíduo para indivíduo através das gotículas respiratórias (tosse e espirros, por via aérea).

O período de incubação da doença é em média 10 dias (7 a 18 dias), ou seja, após o contágio, os sintomas demoram esse período para aparecerem.

Inicialmente, os sintomas são febre, mal-estar, tosse, coriza, conjuntivite e falta de apetite. Esses sintomas geralmente permanecem por 3 a 5 dias, até que as manchas na pele comecem a aparecer. Esse vermelhão tende a iniciar na região atrás da orelha, pescoço e torax e rapidamente vai se espalhando para as extremidades. Após uns 3 dias de vermelhão no corpo, essas manchas começam a clarear e desaparecer, a febre vai embora e começa uma descamação fina na pele, sinalizando o encerramento da doença.

Como não existe tratamento específico para esta doença, a melhor estratégia é garantir a proteção.

Como sei que minha família está protegida?

Para os mais velhos, é possível que tenham tido sarampo na infância. Essa doença acontece apenas uma vez na vida, então, quem já teve não pega de novo.

Para quem nunca teve sarampo ou não sabe se teve, é importante verificar a carteira de vacinação e encontrar ali 2 doses de vacina que tenham sido feitas após 1 ano de idade. (Vacinas realizadas antes de 12 meses de vida não garantem proteção duradoura)

Para as crianças maiores de 15 meses de vida, espera-se que tenham já as 2 doses vacinais, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Bebês de 6 meses a 11 meses, nessa situação atual de pandemia, devem receber uma dose da vacina e, quando completarem 1 ano, devem receber a primeira dose válida da vacina (e o reforço com 15 meses).

E o que é vacina de bloqueio?

Em tempo pandêmico, a estratégia de combate ao vírus é mais incisiva e serve para minimizar os riscos de falha vacinal e acelerar o processo de diminuir o vírus circulante. Então, independente da situação vacinal, caso haja contato com doente de sarampo, é indicado receber outra dose vacinal, denominada dose de bloqueio.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

Sempre devemos obedecer o intervalo de 30 dias entre as doses desta vacina.

Vacina contra sarampo que ocorreu antes de 1 ano de vida não conta como dose válida no calendário: melhora proteção na situação de surto mas não confere imunidade protetora longa.

Gestantes não podem receber a vacina e mulheres que receberam a vacina devem evitar engravidar por 30 dias após receber a dose.

Nutrizes podem – e devem – receber a vacina para garantir a proteção da mamãe e do bebê.

Bebês que tem menos de 2 anos devem receber a dose diária habitual de vitamina A recomendada pelo pediatra – não esqueçam de dar!

O diagnóstico da doença é clínico, sem necessidade de exames confirmatórios, no entanto, às vezes é necessário colhê-los para eventuais dúvidas diagnósticas. O município de São Paulo sugere que colha amostras e encaminhem para o Instituto Adolf Lutz para mapear e estudar o vírus dessa epidemia.

Se a febre persiste ou os sintomas estão muito intensos, é fundamental buscar avaliação do médico para verificar as complicações da doença. As complicações mais comuns são otite e pneumonia, porém, sarampo pode ter uma evolução mais grave, fique atento!

O sarampo é doença de notificação, portanto, peça ajuda ao seu médico para documentar a doença caso esteja doente.

É fundamental, estando doente, fazer reclusão social, ou seja: permanecer em casa, sem contato com outros indivíduos susceptíveis, por 1 semana. Isso ajudará a sairmos da situação de epidemia mais rápido.

É importante saber que 6 dias antes de aparecer as manchas na pele já há transmissão do vírus e esse período vai até 4 dias após o aparecimento do vermelhão. Portanto, a vacina é a estratégia mais segura para não adoecer.

Caso tenha alguma dúvida ou queira conversar mais sobre o assunto, deixe um comentário!


 

10 abril, 2019

Temporada da Gripe começou!!   

Hoje, 10 de abril de 2019, começa oficialmente a campanha 2019 de vacinação contra gripe pelo Ministério da Saúde.

Neste ano, a campanha vacinal indica a imunização para gestantes, idosos, crianças a partir de 6 meses de vida e com até 5 anos de idade, profissionais de saúde, professores, portadores de doenças crônicas e pessoas que vivem confinadas (presidiários e moradores de casas de repouso/orfanatos).

Essa é uma estratégia de política pública para prevenir o risco de epidemia e minimizar os prejuízos que a doença traz.

Todas as vacinas liberadas em território nacional são de virus inativados, portanto, não oferecem nenhum risco de infecção pelo componente vacinal. A vacina que é oferecida nos postos de saúde e nos pontos de vacinação é a trivalente e é assim denominada por conter 2 componentes que protegem da infecção do virus tipo A (H1N1 e H3N2) e 1 componente do tipo B (cepa Victoria). As vacinas oferecidas em rede particular são as quadrivalentes, que além dos componentes da trivalente ainda apresentam 1 componente a mais do tipo B.

De maneira prática, é importante saber que ambas protegem do H1N1 e do H3N2 com segurança. Esses são os subtipos do grupo A que é bastante virulento, ou seja, mais fácil de se propagar e com comportamento mais agressivo de doença. A diferença entre a vacina gratuita e a particular recai no componente tipo B: ambas tem a cepa Victoria, porem a quadrivalente tem a cepa Yamagata, que é outra do tipo B.

O comportamento da doença no Brasil costuma ser semelhante ao que ocorreu na época de inverno nos EUA, e, desta vez , vimos incidência muito semelhante não só entre vírus A e vírus B, e, quando comparamos os tipos B, a distribuição entre Victoria e Yamagata também foi equivalente, portanto, conclui-se que a quadrivalente seja a vacina com cobertura mais completa.

Os estudos comparativos entre as vacinas tri e quadrivalentes foram voltados para segurança e imunogenicidade: ambas são equivalentes em reações adversas e ambas conferem resposta protetora. Não houveram estudos que comparassem a eficácia entre elas ainda.

Os casos de gripe têm se apresentado cada vez mais graves, comprometendo não só a rotina de quem fica gripado como colocando-o em risco de morte pela doença. Assim, é fundamental a vacinação.

O que é importante considerar?

Quem nunca recebeu vacina contra gripe, deve receber 2 doses com intervalo de 1 mês entre elas.

Os eventos adversos que podem ocorrer em até 20% dos vacinados são dor, vermelhidão ou endurecimento local, que desaparecem em até 48h. Reações sistêmicas, como febre, dor muscular e mal estar podem ocorrer em até 2% dos vacinados, e estes sintomas podem iniciar após 6 a 12h da vacina, mas devem cessar também em até 48h.

Atualmente não há impedimento para vacinar quem teve alguma reação alérgica ao ovo previamente.

A proteção vacinal é garantida num período de 6 a 10 meses, e individualmente, varia de 60 a 95% de proteção, a depender do subtipo viral. No entanto, quanto maior a cobertura vacinal, ou seja, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a chance do vírus circular, o que incrementa indiretamente a proteção vacinal. Assim, fica muito mais interessante recomendar a vacinação para toda população.

E não se esqueça:  após 6 meses de ter tomado a vacina, caso vá se expor a nova temporada de gripe (viajar para países que estão em outono/inverno) é importante receber nova dose vacinal.

Fique a vontade em perguntar!


 

10 abril, 2019

Vivam as Fraldas Descartáveis!!!


A primeira coisa que começou a fazer parte do meu mundo logo que resolvi me especializar em pediatria foram as fraldas... Não exatamente elas, mas os temas que envolviam o assunto fralda.

Veja bem: fui criada em fraldas de pano, com alfinete e tudo! E o encantamento com que a minha mãe me falava das fraldas descartáveis era mesmo interessante.

Pois bem! Nem pensar em fraldas de pano, certo?

Mas temos diversos tipos de fralda no mercado, em diversos preços, formatos, marcas, materiais... Como escolher?

Bem! Geralmente escolhemos aquelas que ganhamos no chá-de-bebê.... E geralmente está bom assim, mas, mais cedo ou mais tarde, a gente vai aprendendo o que é melhor.

Conselhos?

Apenas alguns pra você não ficar na mão, ok?

Sem dúvida nenhuma, a melhor fralda é aquela que segura bem o xixi e o cocô, não aperta nem machuca o seu bebê, não dá assaduras ou dermatites e de preferência, que venha num bom preço.

Então, a fralda que sua amiga usa no bebê dela não necessariamente vai servir pro seu bebê, mas talvez seja uma boa dica!

Escolha fraldas de textura macia e de preferência "ventiláveis", pois estas oferecem menor risco de deixar o bumbum do bebê abafado e com maior risco para dermatites.

Quando experimentar uma marca ou modelo novo, comece apenas com 1 pacote com a menor quantidade possível de fraldas: se não der certo, você não desperdiçou muita coisa (exatamente por esse motivo acho muito complicado ganhar um monte de fraldas da mesma marca no chá-de-bebê).

Ao escolher o tamanho, obedeça a indicação da embalagem: é diferente da numeração de roupas onde o número não combina com a idade da criança.  😊

Observe como o bebê se comporta com a nova fralda e fique atenta para ver se a fralda não está apertando as perninhas ou marcando algum local de contato. (coisa de mãe, né?)

Mas a dica mais importante que eu poderia dizer:

EVITE OS LENÇOS UMEDECIDOS...

São excelentes pra deixar na bolsa do bebê, para serem usados quando saímos de casa, pois estão sempre à mão... E só!

Em casa, opte pela boa e velha garrafa térmica com água morna e algodão.

(se preferirem lavar o bebê na pia, com água "quentinha" - como um banho da cintura pra baixo - também é muito bom!).

Lembrem-se que o algodão seco e limpo deve ser molhado na água morna e usado SEMPRE na direção do genital (pipi ou pepé) para o bumbum, de cima pra baixo, sem repetir o procedimento com o mesmo algodão.

A ordem aqui é não permitir que o cocô entre em contato com o genital - já basta o período em que ficou antes da troca da fralda. Essa dica é valiosa, principalmente se você for mãe de meninas pois essa contaminação pode causar as famosas infecções do trato urinário.

Depois de bem limpinho, seque bem o bumbum e aplique uma boa pomada de assadura.

Outra dica bem legal é usar amido de milho (como se fosse talco, sabe?), mas com o cuidado de não deixar o bebê respirar o pó, e, para que funcione, o bumbum deve estar sempre sequinho, limpinho e sem qualquer lesão!

Para quem usa pomadas: não economize! Elas existem para promover uma barreira entre a pele e o xixi (ou cocô); então, faça uma boa camada nas áreas que ficarão em maior contato dentro da fralda.

Na hora de limpar, você perceberá que nem sempre é possível retirar TODA a pomada, mas tudo bem: não precisa ficar esfregando demais! Tire o máximo que for possível, sem machucar a pele do bebê e siga secando e aplicando uma nova camada.

Para evitar as terríveis assaduras/dermatites, procure trocar as fraldas do bebê sempre que estiverem sujas ou a cada 3 horas... Durante a noite, opte pelas fraldas noturnas, para que você e seu filhote consigam dormir um tempinho maior.

Vamos conversar mais sobre isso? Comentem!


 

13 fevereiro, 2019

VAI DAR MAMÁ?

 

Alimentar o bebê é uma das atividades mais importantes de uma mãe, se é que podemos “ranquear” os afazeres da maternidade. Existem muitas coisas pra se falar por aqui, sob vários aspectos e pontos de vistas, mas quero começar pelo mais básico: a amamentação. Vamos lá?

Desde a gestação você já se prepara para amamentar. Mandaram tomar sol pela manhã, mesmo que seja no apartamento com a janela aberta ou na varanda (cuidados com os vizinhos!!!), passar bucha nas aréolas durante o banho (ai!), já ouviu dizer que tem que passar limão, creme disso, creme daquilo…. Certo? E aí? Será que funciona?

Algumas dessas coisas são ainda recomendadas pelo próprio ginecologista, outras proibidas… De acordo com a Dra Areana (https://www.ayub.med.br/dra-areana-diogo-n-mendonca/), ginecologista de confiança, nem o banho de sol hoje em dia é recomendado para a proteção dos mamilos contra rachaduras…. NADA deve ser feito!

 

O que eu vejo na prática é que o começo é difícil mesmo: a produção de leite está começando, o bebê está aprendendo a mamar, e a mamãe ainda está num carrossel de hormônios…

Sei que você já leu tudo sobre amamentação e quer muito amamentar. Mas o que você não quer acreditar é que precisa de adaptação. Sabe, 99% das mães, principalmente as de primeira viagem, precisam de adaptação com seus bebês.

 

 De uma maneira bastante otimista, acredito que 10% dos bebês já nascem sabendo. O que posso perceber é que geralmente suas mães são mais tranquilas e confiantes, mas tenho lá minha teoria de que elas ficam assim depois que percebem que seu bebê deu conta do recado. O mais comum é a mãe se preocupar com esse momento.

Lá vou eu de novo: Calma! A natureza é sábia e tudo vai dar certo! Quem pensa assim tem muita chance de acertar… Só é necessário tempo, calma, persistência e fé… 

 

(Sim…. A partir do momento que você se envolve na maternidade você passa a entender melhor o significado da palavra fé. Essa certeza interior que você tem - e você nem sabe de onde ela vem - é o que lhe tranquiliza e lhe faz perseverante... Somos tão imediatistas que esquecemos da fé.)

 

No começo seu bebê vai abocanhar seu peito e você vai precisar ajudá-lo a abocanhar toda a aréola com sua mão (lembra da técnica do C?). Ele com fome e você se sentindo como na primeira prova de matemática, onde você sabia que só tinha um jeito de resolver a questão e puxa! Não chegava no resultado correto… E quando finalmente seu bebê abocanha o peito: dói! Pronto! Então, você lembra que alguém falou pra você que o jeito correto de amamentar não dói e então você se sente reprovada… Não é assim?

Às vezes dói mesmo, principalmente no começo. Esteja atenta no jeito que você e seu bebê se comportam durante as amamentações para que seja possível a adequação da técnica evitando a dor.

E depois, vai parecer que seu bebê quer mamar o tempo todo! Você se lembra que alguém orientou livre demanda, mas no seu caso parece demanda contínua!!!

Deixa eu contar algumas coisas antes da primeira visita do seu bebê no pediatra: o leite que você começa a produzir é exatamente próprio para o seu bebê e nos 10 primeiros dias você vai produzir bastante colostro, enquanto, vamos dizer assim, amadurece o leite.

O colostro parece um leite ralinho, mas ele é riquíssimo em proteínas e proteções para seu bebê: ele tem concentrações aumentadas de imunoglobulinas, exatamente porque seu bebê acabou de nascer e ainda não tem defesa imunológica suficiente. E logo você vai perceber que o leite vai ficando mais branquinho, as vezes parece até meio amarelado… Aí está o leite maduro, com proporções adequadas de proteínas, calorias, gorduras, imunoglobulinas e outros componentes que colaborarão não só para o crescimento do seu bebê como também para o desenvolvimento dele. Tem substâncias que são próprias para ir adequando o intestino aos alimentos, outras que vão ajudar a amadurecer o cérebro, tem quantidade suficiente de água que manterá seu bebê hidratado, e, de tão perfeito e tão fácil absorção que tem, às vezes você vai perceber que seu bebê quer mamar o tempo todo e pode passar alguns dias sem evacuar (como se não sobrasse “restos" para compor o bolo fecal, entende?).

Enquanto o bebê está dentro da barriga da mamãe, ele é alimentado continuamente através da placenta. Sentir, entender e lidar com a fome pra alguém tão novinho e com tanta novidade a sua volta é difícil, daí a necessidade contínua de mamar.  Tanta coisa pra aprender, que, nas primeiras semanas de vida, seu bebê não vai saber sequer manter a glicemia (taxa de açúcar no sangue) sempre em valores normais, e você vai ter que amamentá-lo inclusive durante a madrugada enquanto espera ele adquirir essa capacidade sozinho, com o tempo.

E o mamilo (aréola) vai machucar? Provavelmente - digo quase com certeza - sim. E o que fazer?

Tenha por hábito, sempre após amamentar, passar um pouco do próprio leite ao redor dos mamilos, para ajudar na hidratação da pele local. Se está muito machucado, dê um tempo no mamar: tente ordenhar o leite ou ofereça só o peito que não está machucado e vá passando leite no local. Logo cicatrizará. Pomadas de lanolina pura também ajudam. Converse com seu ginecologista ou com o pediatra do seu bebê para que seja orientada da maneira que precisa. 

Passada essa fase de adaptação, você verá que amamentar é, em disparado, melhor e mais fácil do que lançar mão das fórmulas lácteas. E você vai curtir. Seu bebê então, nem se fale! 

O segredo é sempre o mesmo: calma! A natureza é sábia! Acompanhar de perto o ganho de peso do bebê, bem como a necessidade de trocar as fraldas com frequência são excelentes indicadores de que a amamentação está indo bem.

O que mais pode ajudar nessa delicada fase é a colaboração: dos familiares em ajudarem nas tarefas do lar e apoiarem a nova mamãe (portanto: não se acanhe em pedir e explicar o que você precisa - diga o que está sentindo!) e do pediatra que fará o suporte e terá condições técnicas para avaliar como está indo a amamentação e vai saber orientar e corrigir o que for necessário, esclarecendo as dúvidas.

Se precisar, estou por aqui...


 

6 fevereiro, 2019

Vamos falar de enxoval?


Existem muitas listas na internet e você certamente vai se perder no tema. Principalmente se for primeiro filho. Dá vontade de comprar tudo, não queremos que falte nada… Medo de sentir-se culpada por não ter pensado em tudo…. Todo dia conheço alguma mãe que se queixa exatamente dessa insegurança inicial e conforme vai me falando acaba por completar: "comprei um monte de coisas que eu nem sei pra que serve!" ou então: "se depender do tanto de pomadas que comprei (ou ganhei), meu bebê vai chegar na adolescência sem nenhuma assadura!"


Bem, claro que existe um monte de coisa por trás de tudo isso, como a indústria de produtos voltados para a primeira infância e a competição nata do ser humano que fica exacerbada na maternidade, mas o que eu queria lhe dizer é: esteja preparada para as próximas 2 semanas. Apenas 2 semanas, em tudo: roupas limpinhas, pomadinhas, fraldas…  Calcule o “estoque" baseada na sua velocidade de resolver imprevistos: se lavar e passar um  conjuntinho de body e mijão lhe custa pouco tempo e seu bebê necessita de trocas apenas por causa do suor, você certamente vai precisar de poucas peças, e pode deixá-lo sempre limpinho e arrumadinho sem lotar o armário com um tamanho só de roupinhas. Se o seu bebê  precisa de uma troca de roupa cada vez que troca de fralda, você terá que se programar para ter mais peças a mão. E essa noção só será possível depois que você conhecer o seu bebê.


Não se adiante tanto! Até mesmo porque, tudo muda muito rápido. O corpinho cresce e muda as proporções (tem momentos que você vai achar seu bebê mais barrigudinho, outras vezes vai parecer mais coxudinho, por exemplo, e assim por diante). 


A pomada que você A-M-O-U na semana passada era de fato excelente, mas a dica da sua amiga superou tudo o que você já conhecia de pomadas e você não vê a hora de trocar todo seu estoque… Ou pior, parecia que era mesmo ótima, mas depois de 7 dias usando parece estar irritando a pele do seu bebê…


A fraldinha perfeita que vedava todo seu bebê de repente passou a vazar e você passa a imaginar que você desaprendeu como colocar a fralda no seu filho…


O que estou querendo mostrar com toda essa conversa é que tudo muda o tempo todo (sim, como na música...) e que se programar a longo prazo é desperdício de tempo. Esteja pronta para eventualidades e para rotinas de até 2 semanas. Isso diminui sua ansiedade, lhe mantém atenta e antenada nas novidades, e seu bebê sempre atualizado, entende?


Outra coisa muito importante, a depender de onde mora, é preparar-se para mudanças climáticas que possam acontecer abruptamente. Quem mora em São Paulo já está acostumada com essa maluquice de ter as 4 estações em apenas 1 período do dia, mas mesmo que more em locais sempre quentes, ou sempre frios, ou sempre úmidos, ou sempre… sempre…. Esteja preparada pro contrário: isso lhe deixará segura (e seu bebê também).


Seu bebê ainda está na barriga e você está preocupada com a melhor marca de mamadeira, qual o melhor leite artificial que existe, como usa o esterilizador ou como vai conseguir ordenhar seu próprio leite? Mais uma vez calma: dê tempo ao tempo! Pode ser que você se apaixone por amamentar ou que mesmo querendo muito, a amamentação não tenha fluído com facilidade logo de começo…. Como vai saber? Repito: tenha 1 mamadeira em casa e uma lata de leite de fórmula infantil adequada a idade do seu bebê (você pode deixar pra comprar o leite assim que ele nascer e estiver ainda na maternidade, que tal? 😉 Caso precise, você está com ela ali. Caso não precise: melhor ainda! 


O que gostaria de lhe assegurar é que você se sentirá melhor se pensar no curto prazo e seguir tomando decisões com a orientação de alguém experiente como seu pediatra. 


Lembre-se: você deve ir na primeira consulta em até 1 semana de vida do seu bebê. Programe-se para o período de intervalo entre a alta da maternidade e a 1a. consulta com o pediatra. E pode contar com a ajuda dos pediatras da maternidade sem receio! 


Quer conversar mais sobre esse tema? Me conta!